quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A minha dor


Chegou ao fim

Essa mania de escrever dor alheia

Hoje venho derramar na areia

Oque vai em mim


Dor própria me coroendo a alma

Grudada em mim

Como as palavras na palma


Seu fosse forte

Chamava a morte

Convidava levar-me com ela

A me desprender da carne que doi


A minha dor esta dentro e fora

Ontem e agora

Sei que estará por uma temporada


É no berços dessas coisas de amar

Que ela foi se deitar

É de lá que ela nesceu

E cresceu rápido


Não lhe vi os mêses passarem

Até que em prematuro surgiu

E ao mundo se fez realidade.


Não foi à incubadora

Mas directa se me instalou no coração

Aqui onde agora mora


Essas gotas descendo das mãos

Das letras, da pena

Nados mortos, tentativa abortada

De me ver livre dela.



Nelson Livingston

Sem comentários: