sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Ekhuro Yo Ophenta(the power of love)
Visitei Ekhuro Yo Ophenta.
Mas que mardade!
Isso mesmo MARDADE.
Tomara fosse maldade, menos mal seria
Que egoísmo...
Terem mantido só pa vcs
Esse cantinho que é de poesia demais...
De beleza capaz
De desfazer as faces feias da realidade
Que crueldade deixarem que o poder do amor
Vos consumisse só a vós.
Estou juntando paus e capim.
Estou juntando caniço.
Vou lá fazer minha palhota.
E uma pequena horta para sobreviver.
Regada pelo amor
Sei que terá verduras para toda eternidade.
Vou criar patos e galinhas
Pombos para paz
Vou criar um cachorrinho para me defender
Das noites escuras de tristezas
Vou desposar uma macua ou manhambane
Daquelas belas queimadas pelo sol ilheu
E ou alimentada pelo leite de coco
De corpo farto e amores transbordantes
Para me saciar os sonhos
Vou procriar, multiplicar e encher a terra
Assim como mandou o dono do universo
Vou amar sem reclamar
Amar farto como o mar
Vou pôr a prova Ekhuro Yo Ophenta
Nelson Livingston
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Amigo Virtual
não te sinto,
não sei como és!
Não conheço teu cheiro,
teus olhos, teu andar,
tua boca, teu jeito de falar!..
Teus cabelos, tua tez,
teu sorriso,tua seriedade,
tua sinceridade ou tua falsidade...
Surgiste do nada,
e foste te incorporando
no meu viver!
Alegrias me trouxeste,
em cada amanhecer!..
Ligava o PC e te encontrava,
sempre, antes de mim...
Saia mesmo da cama,
para conseguir te descobrir...
Mensagens de carinho,
de vida, de amor,
de futurescer!
De dias menos gelados,
de uma coberta amiga,
de uma palavra que fosse,
para me fazer viver!
E, hoje, estou aqui,
como em tantos dias,
te esperando,
te imaginando,
pois retratos não são fiéis.
Quero te sentir, te tocar,
muitos beijos te dar,
e, principalmente,
aquele abraço
que sinto através do micro
a cada dia que o desligo,
quando me dizes tchau,
até amanhã,
meu querido, inesquecível,
Amigo Virtual!
AMIGAMEIGA
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
No Aniversário de Cacilda
Cacilda faz anos hoje
O medo me foge
E junto forças para desejar-lhe
Feliz aniversário
Distante como ela está
Não posso abraçá-la
Nem olhar nos olhos
Não embrulhar um sorriso
E dar-lhe de presente
Não lhe posso convidar
A escutarmos o coral das andorinhas
A assistir o espetáctulo do sol se pondo no Estoril
Nem posso lhe dar as mãos
Enquanto caminhamos pela areia
Mas posso colher algumas estrelas
Flores vermelhas e amarelas
Posso gritar-lhe daqui das teclas
E desejar-lhe
Feliz aniversário
Dizem que não conheço Cacilda
Mas não acreditem não
Que cacilda vive no meu bairro
Esse bairro pequeno que chamam mundo
Cacilda corre nas mesma rua que eu
Algures nesse bairro
Cacilda me vê, me ouve, me conhece
Como posso não conhecer Cacilda?
Nelson Livingston
sábado, 26 de janeiro de 2008
FELIZ ANIVERSÁRIO PRETA
No dia dos teus anos
Pintei o cérebro de sabedoria
Me disfarsei poeta
Escrevi um poema para ti
Juntei algumas palavras
Que o tempo me ensinou
E o esquecimento ainda não roubou
E escrevi um poema para ti
Queria que fosse meu poema
Escrito pelo meu punho
Palavras pensadas
Queria que no final o assinasse
Mas este poema é teu
Gerado da tua grandiosidade
Escondida na simplissidade da amizade
Este poema é teu
É essa vida dada
Esse altruismo que não podes esconder
Que faz as linhas desse poema
É essa força com que olhas o além
Carinho com que olhas o próximo
Que dá corpo a esse poema
Teu pensamento expresso no que dizes
Sentimento no que escreves
Esse jeito de transpôr tempos e distâncias
Sendo assim Preta
Não tenho como chama-lo meu
Não tenho como deixar minha assinatura no final
Deixo sim é um desejo
FELIZ ANIVERSÁRIO
Nelson Livingston
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
JOANA MORREU(R.I.P)...
Molhado pela chuva e pelo Zambeze extasiado
Espreguiçado no leito
E já alto no salto do dia
estremece meu peito
E me chega a notícia que Joana morreu
Joana morreu
Com poucos anos de vida
Mas muita vida nos anos de vida
Partiu num silencioso grito
Que me deixa na dúvida se algum dia entenderei
A neutralidade desse fenómeno.
Joana morreu
Arrastando para sepultura
A beleza que a natureza lhe confiou
E a vaidade lhe acrescentou
Um corpo tatuado de aventuras
Carnes despejadas ao rigor dos olhos
Memórias de tempos adiados
Uma juventude esforçada em maternidade
Joana morreu no tempo certo
Joana morreu deixando para trás
Almas famintas de amizade
Um exército de admiradores
Que cedo não a esquecerão
Uma pergunta que se eterniza com a morte
"Porque Joana morreu?"
Joana morreu e gerou essas e outras linhas
Lágrimas feitas frases
Dor disfarçada em coragem
Tristeza misturada na poesia.
Adeus Joana
Até a vista
Nelson Livingston
Eu também amo...

Como qualquer ser miserável
Eu também amo
Canto com a alegria das manhãs de sol
Chuva quente sobre a terra gretada
Eu também amo.
Trago também dentro de mim um coração
Um vasilhame cheio de almas
Paixões estrondosamente acumuladas
Trago as idades, cidades e verdades
Eu choro como qualquer ser miserável
Como mendigo sem abrigo
Rogo que me acolham em alguma alma
Também amo.
Sonho nas noites
Que me acompanha um cometa
Que viajo num mar ondulado de carnes
Sonho que sou homem e sou pecador
Na lucidez do dia empunho a pena
E escrevo versos de amor
Ou simplesmente imito os já escritos
Gaguejo as mais belas cantigas de amor
Eu também amo
Visito jardins
Colho rosas
Vermelhas, brancas, azuis
Abraço a solidão
Me esqueço no chão
Eu também amo.
Beijo rosto
Beijo boca
Beijo sabores
Faço arte de carícias
Exploro terrenos
Eu também amo
E as vezes o amor me sorri
Me abraça e me acolhe
Me escolhe seu único
Ai eu amo
Como qualquer ser miserável
Eu também amo.
Nelson Livingston
terça-feira, 22 de janeiro de 2008
Feliz Aniversário Regina
Queria ser poeta
Desses bons que fornicam nas palavras
Queria saber escrever
Como fazem as crianças que brincam na areia
Queria te desejar um feliz aniversário
No dia do seu aniversário
Escreveria um poema sem adversário
Palavras de beleza simples
Versos inocentes
Já disse
Como fazem as crianças que brincam na areia
Olharia para os teus olhos
Esses que sabes que gosto
Tocaria de leve o teu rosto
Num carinhoso beijo de alegria
Colheria as estrelas todas
Num saco as traria pra ti
E com voz simples diria
Feliz aniversário Regina
Nelson Livingston
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Mulher Africana

Meu amor, meu docinho,minha vida,
meu coração enfim fiquei sem palavras
Estou perdido neste mar de emoções.
Tu deixas-me esquecido...
Esqueces até o desejo de te ver.
Desejo de te sentir.
Desejo de ti.
Pedes-me Paz.
Eu peço-te esperança e atenção.
Dá-me a tua presença eu dar-te-ei a Paz.
Arrisca.
Deixa-me entrar no teu coração.
Abre-o, solta-o, deixa-o falar. Ouve-o.
Não te escondas dele.
Aperta-o contra ti e não o deixes fugir.
Se eu te der já a Paz que me pedes, jamais terei a tua atenção.
Tenta perceber isso.
E eu quero a tua presença e atenção esta semana.
Quero-o porque SEI que é o melhor para todos.
Eu não posso, nem quero lutar contra aquilo que sinto.
Não posso abandonar os meus sentimentos como quem apaga um cigarro.
Não posso cuspir no meu coração.
Quero apenas ver-te, estar um pouco contigo.
Será a vida assim tão complicada que já nem nos permite sonhar?
As leis do Universo são pequenas demais para o que representas para mim.
Deixas-me esquecido.
Deixas-me sonhar.
Deixas-me acreditar e depois,
Já sei que vais dizer que tentaste
E fizeste tudo por tudo para estar comigo.
Mas não vens...
Nao sei o que já passaste e sofreste
Mas só alimentando o coração ele pode viver outra vez.
Não suma mais...
Pois o teu sumiço é uma tristeza para mim,...é um sufoco...o teu simples bip é uma alegria infinda para mim...
O Otrosser é louco porque tu o deixas louco!
Próximo mês dia 25, sabes o que é?
Eu sei que vais dizer que te esqueceste,
Mas eu terei o prazer em ti lembrar,
É mais uma data do aniversário do nosso amor
7 anos (bodas de algodão), o que vamos fazer?
Não temos economias mas podemos tentar fazer algo meu bem....
Later to you and her
SE EU MORRER ANTES DE VOCÊ
Se eu morrer antes de você, faça-me um favor. Chore o quanto quiser, mas não brigue com Deus por Ele haver me levado. Se não quiser chorar, não chore. Se não conseguir chorar, não se preocupe. Se tiver vontade de rir, ria. Se alguns amigos contarem algum fato a meu respeito, ouça e acrescente sua versão. Se me elogiarem demais, corrija o exagero. Se me criticarem demais, defenda-me. Se me quiserem fazer um santo, só porque morri, mostre que eu tinha um pouco de santo, mas estava longe de ser o santo que me pintam. Se me quiserem fazer um demónio, mostre que eu talvez tivesse um pouco de demónio, mas que a vida inteira eu tentei ser bom e amigo. Se falarem mais de mim do que de Jesus Cristo, chame a atenção deles. Se sentir saudade e quiser falar comigo, fale com Jesus e eu ouvirei. Espero estar com Ele o suficiente para continuar sendo útil a você, lá onde estiver. E se tiver vontade de escrever alguma coisa sobre mim, diga apenas uma frase : ' Foi meu amigo, acreditou em mim e me quis mais perto de Deus !' Aí, então derrame uma lágrima. Eu não estarei presente para enxuga-la, mas não faz mal. Outros amigos farão isso no meu lugar. E, vendo-me bem substituído, irei cuidar de minha nova tarefa no céu. Mas, de vez em quando, dê uma espiadinha na direcção de Deus. Você não me verá, mas eu ficaria muito feliz vendo você olhar para Ele. E, quando chegar a sua vez de ir para o Pai, aí, sem nenhum véu a separar a gente, vamos viver, em Deus, a amizade que aqui nos preparou para Ele. Você acredita nessas coisas ? Sim??? Então ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia, e que morramos como quem soube viver direito. Amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente, e se inaugura aqui mesmo o seu começo. Eu não vou estranhar o céu . . . Sabe porque ? Porque... Ser seu amigo já é um pedaço dele !
Vinícius de Moraesquinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Em Busca de Liberdade
O medo de te ver me assusta
Todo medo assusta não e verdade?
Mas esse me assusta
Me deixa até assustado, pense nisso!
Passas no meu pensamento
E tapo a cara
Fecho os olhos para não te ver
Mas ai você vai para o coração
Despertas no coração
E eu paro de respirar
Paro de viver para não te ver
Mas mesmo morto tu estás lá
Deitado na minha urna
Grudado na minha morte
Ou na alma que vagueia
Como me livro de ti?
Nelson Livingston
