quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

O meu dever de homem


Quando amanhecer

Me acordem por favor

Desse sono que me ajuda a suportar a dor

Me gritem aos ouvidos

Como fazem os tambores do nhambalo

Esses que suaves me lembram a idade

Que se foi para eternidade


Antes que o sol me sufoque

Me provoque orgasmos esquecidos

Me acordem por favor

Do conforto dessa minha sepultura


Não quero estar das longe

Das batalhas que se anunciam

Quero que minha alma também seja tatuada

Com lanças e escudos

Quero fazer parte da dança


É que espólios nos esperam

E embora nem me interessem

Quero ser contado entre os homens

Que afugentaram a paz

E trouxeram o sossego


Nelson livingston

2 comentários:

Ivone Soares disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ivone Soares disse...

Alô Nelson! Fico feliz que tenhas aberto um espaço só para os teus lindos poemas. Dizes que te inspiraste nos rabiscos, fico muito contente com isso. Desejo-te muita inspiração para que este lugar faça a muitos felizes como nós ficamos ao escrever. Um abraço,
Ivone Soares