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quinta-feira, 14 de outubro de 2010
René, meu filho I !
Ontem vi a lua enciumada
Bisbilhotando
A nossa intimidade de pai e filho
Apurou o ouvido
E quase nos escutou a conversa
Olhei-a nos olhos
E perguntei
Oque queria
A lua foi sinceira
Disse que se sentia só
No escuro da noite
E queria nossa companhia
Pensei nas estrelas
Que sempre pensei
Que sempre acompanham a lua
E foi ai que percebi
Me lembrei
Que sentir-se só
Não é o mesmo que estar só
Filho,
Eu sou grato à Deus
Porque contigo
Não estou
Nem me sinto só
Nelson Livingston(Renatus)
Etiquetas:
Amor,
berço,
eu,
Pai e Filho,
relacionamentos
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Meu Desejo de Amar
Se eu amasse não diria
Deixaria que o coração que ama
Tomasse conta da falação
Fizesse das suas e se mostrasse amando
Nem canto nem poesia faria
Nem profecia
Me calaria no silêncio como faz a morte
Que chega sem barulhos
Sem mergulhos
Chega lenta, sonolenta e preguiçosa
E nem com isso deixa de ser perigosa
Se eu amasse fugiria dos homens
Esses que inventam berços e versos
Onde parem suas ignorâncias
Onde exaltam a sua finitude
Eu amaria como os deuses
Esses de quem temos história
Amaria sem espaço e sem tempo
Amaria no invisível das palavras
Na realidade da existência
Nelson Livingston
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