segunda-feira, 7 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
Na hora do choro
meu filho,
você, com a pureza
de repetir o que lhe dizem,
de vez em quando me diz
que não é preciso chorar.
de fato, meu filho,
quando você quer alguma coisa
prefiro que peça a que chore.
"você sabe falar, não precisa chorar."
mas sabe, filho,
às vezes chorar é preciso.
na hora da tristeza é hora de ter valentia
pra deixar o orgulho de lado,
abandonar o machismo arcaico
e se entregar ao pranto,
sentindo como a dor se torna líquida.
é preciso chorar, meu filho,
mulheres, homens, velhos, crianças,
é preciso muita ternura para chorar de alegria,
é necessário ter vida pra se chorar de emoção.
você sabe falar, não precisa chorar,
meu filho,
mas saiba que na hora do choro
estou aqui pronto para chorar com você.
I.R
você, com a pureza
de repetir o que lhe dizem,
de vez em quando me diz
que não é preciso chorar.
de fato, meu filho,
quando você quer alguma coisa
prefiro que peça a que chore.
"você sabe falar, não precisa chorar."
mas sabe, filho,
às vezes chorar é preciso.
na hora da tristeza é hora de ter valentia
pra deixar o orgulho de lado,
abandonar o machismo arcaico
e se entregar ao pranto,
sentindo como a dor se torna líquida.
é preciso chorar, meu filho,
mulheres, homens, velhos, crianças,
é preciso muita ternura para chorar de alegria,
é necessário ter vida pra se chorar de emoção.
você sabe falar, não precisa chorar,
meu filho,
mas saiba que na hora do choro
estou aqui pronto para chorar com você.
I.R
terça-feira, 16 de novembro de 2010
NO SILENCIO DOS SONHOS
tu vinhas lá do fundo da alegria,
só com o olhar.
Trazias nas mãos a fantasia
e esse teu corpo, onde vestias
todas as máscaras do tempo.
Sabias desatar os nós das gargalhadas.
Percorrias as ruas da minha vida,
espalhando palavras simples, puras,
mas sempre desatadas.
Á boca da cena dos dias encantavas multidões.
E eu eterna miúda ouvia.
E ficava com a alma toda presa de emoções.
Conheci as palavras do silencio,
caladas no momento derradeiro,
em que tudo é nada e nada é tudo.
E esse instante ficava pleno e profundo.
Depois, não sei se as ruas se encheram de silencio,
lembro-me apenas, que tu levaste as palavras para casa
e eu nunca mais as encontrei.
Sempre te conheci nas minhas memórias,
sem papel, nos bastidores de ti.
Há sempre um dia para regressar.
E hoje tu voltaste com um livro de poemas
que foste semeando no silencio dos sonhos,
encenado nas horas de solidão,
procurando nos lugares a ressonância da alma dos dias,
das pessoas e da nossa memória!
Neja
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Ào Paló, um amigo distante
Paló, meu amigo
Teu silêncio me atormenta
Fico olhando para a lua
Esperando que ela me diga
Onde foi que você se escondeu
Enquanto as estrelas me zombam
Mas eu sei que um dia você volta
Se solta dessa vida que te aperta
E você volta
Vai ser preciso trazer um regador
É que as flores do jardim da nossa amidade
Poderão ter murchado
E se chegarem a morrer
Os deuses da amizade
Não nos perdoarão
Vou deixar-te um abraço
Nele esfreguei a fragrância da saudade
A dor de não te ouvir
Deixei gravado o desejo de ter tuas noticias
Abraço mergulhado
Nas águas do Índico
Que com certeza se misturam algures
Com o teu Pacífico
Nelson Livingston(Renatus)
Teu silêncio me atormenta
Fico olhando para a lua
Esperando que ela me diga
Onde foi que você se escondeu
Enquanto as estrelas me zombam
Mas eu sei que um dia você volta
Se solta dessa vida que te aperta
E você volta
Vai ser preciso trazer um regador
É que as flores do jardim da nossa amidade
Poderão ter murchado
E se chegarem a morrer
Os deuses da amizade
Não nos perdoarão
Vou deixar-te um abraço
Nele esfreguei a fragrância da saudade
A dor de não te ouvir
Deixei gravado o desejo de ter tuas noticias
Abraço mergulhado
Nas águas do Índico
Que com certeza se misturam algures
Com o teu Pacífico
Nelson Livingston(Renatus)
sábado, 6 de novembro de 2010
Arte de Ser mãe
Palavras espalhadas no coração
Mistura de sentimentos
E desejar-te sucessos
Na arte de ser mãe
Essa coisa de gerir o mundo
Escondido na vida do filho
Nelson Livingston(Renatus)
Etiquetas:
Amor,
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Pai e Filho,
palavras,
sentimentos
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Tempos de menino
Voltei aos primórdios
Aos tempos de menino
E é como viver a mesma vida
Pela segunda vez
Só que desta vez com mais cuidado
Que já não é minha meninice
Nelson Livingston(Renatus)
terça-feira, 2 de novembro de 2010
René, meu filho III
umas das dificuldades de ser teu pai
Reside na necessidade e impossibilidade
Necessidade de te falar algumas coisas
E impossibilidade de falá-las
Nas formas já existentes
Queria poder inventar um jeito novo de te falar
E espero fazer isso
Nelson Livingston(Renatus)
Reivindicação
Cicatrizes de tua beleza
Lembranças fortes
Da topografia de teu corpo
Cada centímetro quadrado
Milímentro quadrado
Dessa tua existência física
Ouvi-te dizer que vivo do passado
Dos registos da vida
Que vivi às pressas
Tempo que passou e não percebi
Talvés queres dizer que o tempo e a vida pararam
E nada mais houve
Depois que partiste
Que se possa chamar existência significativa
Que se possa chamar existência significativa
Temo no entanto
Que seja um equívoco
Simplesmente um equívoco
Simplesmente um equívoco
Nelson Livingston(Renatus)
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Metades!
Hoje piso o chão pela metade
Da vontade
De pisá-lo na totalidade
Mas a vida inteira
Completa
Vai fluindo entre as metades
Do ontem, hoje e amanhã
Do cérebro indomável
A metade que não piso
Fica fermentando
No alambique do futuro
E o vapor etilizado
Amamenta minha locomotiva
Um pé aqui
Mesmo pé ali
A vida é feita de pedaços
De várias côres
Dores
Vários sabores
Nelson Livingston(Renatus)
Deixa-me voar
Perdido no vento de novidades
Rasgar os ares
Desse meu céu novo.
Asas estendidas
No nada conhecido
Na ignorância prazeirosa
De coisas de paternidade
E me ajude a não despenhar
Ou a ajuntar os destroços todos
De cada queda
E continuar a voar como pai
Nelson Livingston(Renatus)
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