terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Oi Cristina

Cristina tenho um recadinho para ti, as férias me estão fazendo bem.
As festas fizeram sua parte. Se queres saber algo do coração tenho muito que te contar mas prefiro esperar. Na devida altura te falo das alegrias que estou vivendo. Penso que meu coração foi fisgado por uma alma. Queria chamá-la de alma gêmea mas aprendi a não me precipitar no devido momento eu te conto das alegrias de estar apaixonado. Vou-te contar sim Cristina e não vai ter nada a ver com esse passado que nem acho que aceitou ir-se embora. Não tem nada a ver mesmo.
Mas vamos deixar isso para a devida altura já disse

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Voa Andorinha


Voa andorinha
Deixa essa terra, essa guerra
Deixa essa incerteza
E volta e ser feliz

Deixa essa vida insignificante
Esse medo do amanhã
E junte-se às nuvens brancas
Cheias de vida

Voa andorinha
E leva-me consigo

Nelson Levingston

sábado, 13 de dezembro de 2008

Feliz Natal Cristina


Cristina o Natal vai chegando.
E tenho já um presente para ti, está bem guardadinho no meu coração. As vezes penso que ele sempre esteve guardado, esperando só uma opurtunidade boa para entregá-lo.
De presente vou-te dar um adeus nesse natal porque não acho melhor presente para ti.
Se te deixar em paz é oque queres, sempre quiseste eu farei esse favor e mesmo com toda dor que esse adeus vai criar eu acredito no futuro que não sendo felizmente meu nem teu pode um dia nos supreender. Pode ser que assim você entenda finalmente a força desse amor que inventei para ti.
O mais doloroso vai ser te dar esse adeus mas nunca poder me apartar de si nem deixar que te apartes de mim. Essa coisa fica aqui na alma bem guardado e esforço nemnhum, distância nenhuma a desfaria.
Vão cair muitas chuvas, sempre caem por essas épocas. Vão lavar minha alma entristecida, vão encher as margens do zambeze de tristeza e novas esperanças mas deixaram você intacta no meu pensar. Queria ser como Tomanguito da Amélia Mudungazi que covarde apartou-se dela mas sei que diferente da Amélia tu Cristina nem te preocuparias, diferente dela não me escreverias.
Já sinto o cheiro do novo ano, trazendo novas vontades mas você fica toda velha em mim marcada indelevelmente.

Nelson Livingston

sábado, 29 de novembro de 2008

DESISTIR NUNCA CRISTINA


Enganas-te
Se pensas que canso
De te escrever
Se nem me canso
De te pensar
Que é bem mais difícil(doloroso)

As vezes me supreendo
Questionando
A razão dessa minha teimosia

Te escrevo Cristina
Porque acredito nas nuvens
Essas densas
Que cobrem meu céu de hoje
Há-de ter chuva nelas
Não achas?

Escrevo porque vejo
A sede do chão
Do meu coração
Chão que espera chuvas
Aguas abubantes
Negadas em séculos que se foram
Sem perceber

Escrevo porque o mar
Me aconselhou a esperar
Que o silêncio passé
E o barulho dos meus rabiscos
Te chegará aos ouvidos
E ou coração

Escrevo porque acredito
No meu coração forte

Nelson Livingston

terça-feira, 25 de novembro de 2008

SE TE PODESSE ESQUECER CRISTINA


Cristina, esse silêncio que inventei, não conseguiu calar a tua existência imaginada.
Se foras real bastava disfazer a tua realidade, mas no meu eterno pensamento, nessa existência sublime, fico sem alternativa.
O inverno me prometeu levar-te com ele mas vejo que foi só por pena.
Pena das lágrimas que o rio levava a cada manhã que eu me prostrava nas suas margens.
Chegou o verão e me prometeu companhia que fosse completa demais.
Companhia que levasse para longe, as saudades do meu desejo.
Agora percebo Cristina, que estou condenado a não te esquecer, pior do que isso, nem sei se alguma vez quis esquecer-te. Quando olho para ti nas ruas do meu pensamento, nesse passo lento e provocador, me pergunto que mal devo ter feito, que divindade ofendido para que essa praga me caísse no caminho. Me pergunto que penitência me redimiria.
As nuvens me enganam e sei que nem fazem por mal. Ignoram a dor de esperar a chuva sem ter cavado a terra. Sou um camponês sem campo, um pescador em ondas razas.
As promessas que te fiz, deixaram de ter algum valor epode ser que me chamem de homem sem palavra, mas que conhece a minha dor. Essa eternidade no berço da madrugada?
Queres que eu desista Cristina? Olho para as mafureiras já grávidas, prontas a me parir sorriso qualquer e queres que eu te esqueça?
Vamos ver se consigo? Vamos ver se quero isso.

Nelson Livingston

sábado, 15 de novembro de 2008

QUERO INVENTAR-TE


Deixa-me inventar-te
Não tenho outro jeito
Deixa-me criar-te como quero
E desejar que esse desejo
Seja forte o suficiente
De convencer os deuses
A torná-lo realidade

Deixa-me imitar o pôr do sol
Que mistura a dor da despedida
Com a alegria do nascimento
Parte a luz do dia e nasce o escuro da noite

Deixa-me convidar o vento ensurdecedor
A desgrenhar meus medonhos pensamentos
A afastar para longe
O medo de existires
A incerteza de te poder ter

E não me impeças por favor de sonhar
De contar os milhares de estrelas do céu
Pode ser até que tenhas certeza
Que nunca as saberei a quantidade
Não me impeças por favor de ser menino pequeno
Me deixa sonhar
Me deixa inventar-te

Nelson Livingston

domingo, 9 de novembro de 2008

ENTRE O PÚNGUE E EU



Entre o Púngue e eu
Sobra apenas o vento
Me enchendo o pensamento
Um sorriso amarelo

IWANGA (És minha)...




És minha
Como o ar que respiro
Que não é meu
Não sei donde vem
Nem para onde vai
Entra e sai
Que nem percebo
Mas no instante eterno
Que vive em mim
Dentro dos meus pulmões
Me parece meu
Se torna minha vida

És minha com o céu
Que também não é meu
Mas me cobre o tempo todo
As vezes azul e lindo
E outras não tanto
Mas nubulado e medonho

Como o sol distante
Distante mas muito meu
De luz e calor
De vida e alegria
És minha sim

Iwanga,you are mine
Pelo menos
Nesse meu desejo de seres minha
Nessa ânsia de te ver chegar perto
E segar meus olhos que vivem te procurando

Nelson Livingston

domingo, 26 de outubro de 2008

O AMOR DE ONTEM E O DE HOJE


Amar eu amei
Quando não sabia oque era amor
Quando segui o vento e o mar de amar
Sem conceitos
Sem definições
Não li livros amorosos
Nem escrevi poemas
Os problemas que tive
Depositei-os na tempestade das palavras
Cuspidas ou cravadas em almas
Deixei elas me esvaziarem

Amar eu amei
Quando não sabia
Oque eu queria
E deixava que a incerteza me prendesse
À uma vida só um amor só
Quando eu conhecia meu tamanho
E me contentava com a insignificância.
Que me falava da grandeza do universo

Amar eu amei
Quanto não tinha alma por amar
Mas alma que que me amasse eu tinha
E pensar que ainda tenho
Mesmo que num planeta distante
É oque me enche de ar
Os pulmões que já teriam deixado
De me manter vivo

Nelson Livingston

O DESPERTAR


Hoje acordei
Como dum sono profundo
Deixei o vento me sacadir a poeira
Me naufragar na esperança da madrugada
Deixei os ouvidos
Se livrarem dos ruidos
E escutarem a voz muda
Do coração que ainda trago no peito

Hoje acordei
Esfreguei os olhos da alma
Enlagrimados pelos silêncio que me adormecia
E desejei enxergar o horizonte
Que se esconde
Na esperança da madrugada

Hoje acordei
Cantei para mim para mim
Como fazem as aves que me acordaram
E mesmo que em voz diferente
Senti o mesmo sabor
A mesma alegria de viver

Hoje acordei
Um passo de cada vez
Sinto que a caminhada vai recomeçar
Depois de uma longa paragem

Nelson Livingston