segunda-feira, 9 de março de 2009

MINHA DIFÍCIL TAREFA


Como é difícil falar-te
É que tenho que encontrar palavras certas
Essas que hoje andam raras

Palavras perfumadas
Com sentido único
Não posso correr o risco de me não entenderes
Ou pior ainda
Me entenderes mal

Palavras nitidas
Virgens de significados
Onde encontrá-las?

As vezes passo a noite inteira
Soletrando as estrelas
Aprendendo com o luar
A simplissidade de sua voz

Chega a madrugada
A frescura do orvalho me encoraja
Mas em nascendo o sol o medo chega
E me cega
Já não sei como te falar

Nelson Livingston

quinta-feira, 5 de março de 2009

Se eu fosse Tomangito


Se eu fosse Tomangito
Ai como eu queria ser!

Se eu fosse Tomangito
Teria uma melita toda melosa
Por quem lutar pra merecer
Luta que difícil seria
Já que essa Melita
Sendo como penso que é
Seria colmeia sem abelha
Favos de docura
Adorno dos meus sonhos machos

Se eu fosse Tomangito
Rogaria aos deuses
Que me ensinassem a arte de amar
Não amar mulheres várias
Amar mulher única
De formas várias
Amar na solidão e na presença
Nas distâncias que o destino fabrica
Na luz do sol e na escuridão
Amar no inverno e no verão
No coração, na poesia e no viver
E que conhecendo Melita
Como penso que conheço
Sei que os deuses não a negariam isso
Quem não merece ser amada

Se eu fosse Tomangito
Como pilar da minha cabana
Suportando o peso da vida
Me plantaria no centro do seu existir
Deixava Melita respirar
Sem se preocupar com quanto ar lhe resta
Suspirar sem medo que lhe oiçam

Há-de ser que dias de lágrimas houvessem na Melita
Fosse qual fosse a nascente
Se eu fosse Tomangito
Quereria ser uma sombra
Um esponja
Que lhe refrescasse
E absorvesse o mar nos olhos

Se eu fosse Tomangito
Chamaria Melita de, Menina Amélia
Aprenderia a gostar de cozinhar
E lhe pediria caju da Macia

Ai como eu queria ser Tomangito!

Nelson Livingston

quarta-feira, 4 de março de 2009

Eu tento entender-te


Eu até tento entender-te
Tento escutar oque não dizes
Por medo ou pena de mim
Não dizes
Não dizes mas oiço

Eu até volto no tempo
No tempo distante que nem conheço
Vejo-te nele
Aprendendo a vida
Lições dolorosas
E tento entender-te

Nos dias que vejo lágrimas nesse teu rosto
Sinto o sabor de minhas
Derramadas nas estradas que percorri
Nas perdas que descobri
Ou encobri

Minha única dor
É perceber que pensas em ti
Te encontras em mim
E meu universo se funde no teu

Nelson Livingston

domingo, 1 de março de 2009

Carta para Amelia Mudungazi!


Chiveve, Março de 2009

Oh Melita!
Me desculpa a intimidade Amélia.
Faz tempo que vivo roendo as unhas de nervoso.
A vontade e o recieio de te escrever vivem se misturando numa salada danada, nem imaginas.
Primeiro andei me perguntando oque escreveria se te escrevessse.
Que assunto trataria na carta que te escrevesse.
Oque eu diria.
Me perguntei até como te chamaria.
Como começaria a carta?
Cara, querida?
Te chamaria Amiga, conhecida, desconhecida, Amélia ou Melita?
O tempo foi passando Amélia, fui lendo tuas escrevinhanças e admirando a tua grandeza.
As tuas lutas diárias, tua generosidade, a dor não ser compreendida ou pior ainda de ser mal compreendida enfim fui, sem quer, “vivendo” a sua história.
E por falar em sua história, ela se torna bem mais importante quando acredito que de alguma forma representa oque outras milhares de Amélias vão vivendo.
Fui perdendo o receio pois mesmo que não tivesse algo por dizer, sei agora que ja tenho algo por dizer.
Bem Hajas Amélia
Nelson Livingston

Entenda!


Entenda!
Quando te enfrento
Me enfrento a mim
Não é a ti que temo
Mas a mim mesmo
Me descubro na mais profunda forma
Dolorosa e as vezes nojenta
Deveras assustadora
É como estar diante dum espelho
Uma espada que entra na alma
E disseca-me o coração
E como estar no Éden
Nú e sem folhas para se esconder
Olhar para os lados
E ver-te em toda parte
Ouvir-te em todos os sons
Quando me escondo no silêncio
Procuro olhar para longe de mim
Procuro encontrar um refúgio
É tudo sobre mim
Entenda!
Nelson Livingston

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Porque Escrever-te Amor?


Nunca quis te escrever deves ter notado. Vivia no medo que me chamassem escritor e ou pior ainda, poeta. É que escrevo-te no pensamento, quando nossos olhares se cruzam, nas brigas que a distância nos traz, nos sorrisos que compartilho com as estrelas nas noites solitárias. Nasce o sol misturado nso rais do teu sorriso, e o calor de tua presença, ausente embora, vai me alentado, eu te escrevo. O mar deixa sua grandez e vem me morar nos olhos, quando a saudade ruge nas imediações e ai eu te escrevo. Te escrevo nos instantes eternos que falamos. Porque te escreveria com a palma, se a alma esta farta de te escrever?
Escrevo-te hoje, porque estamos no mês do amor, o grande Fevereiro dos Namorados.
Não escrevo por te amar, como quem procura provar-te algo. É que mesmo se eu podesse provar o quanto te amo, não o faria porque essa prova, seria do quão pouco te amaria, pois amor que é amor, amor que é tanto amor que é grande, não precisa ser provado. E dizem que nem entendido.
Não te escrevo porque se escreve nesse mês. Porque os amantes inventam palavras bonitas, coloridas de rosas vermelhas, e as espalham nos céus, misturando-as com o invisível do ar que os pulmões apaixonados vão sugando.
Escrevo-te para sair do anonimato. Para ver se o mundo percebe que tenho uma alma onde minha alma vive ancorada. Sopram ventos, e o meu barco mesmo de velas esticadas não vai a lado algum.
Escrevo-te porque decidi ir te escrevendo. De hoje em diante deixar a beleza dessa vida que vamos sonhando, fecundar o papel e voar com as andorinhas para mundos maiores que o nosso.
Escrevo-te porque no amor que te sinto, não sobra espaço para medo de revelar teu amor. Quero deixar que as nuvens se juntem ao meu redor e a chuva caia como quiser. E há-de ser que os nossos corações sairãp molhados .

Nelson Livingston

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

DEIXA-ME SER TEU PAI


Olhar no fundo
Dos teus olhos inocentes
Sugar essa minha minha beleza
Estampada no teu rostinho fofo
Deixa-me aprender

Deixa-me ouvir-te pela noite
Cantar ou chorar com as estrelas
Só nós dois acordados
Falarmos dos segredos da vida
Deixa-me experimentar

Deixa-me entender-te os gestos
Mãos levantadas
Pés pontapeando os céus
Dedinho na bocas
Deixa-te tirar as dúvidas

Tal como nunca foste filho
Nunca fui pai, tu sabes
Deixa-me aprender consigo
A ser o pai que mereces

Nelson Livingston

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Oi Cristina

Cristina tenho um recadinho para ti, as férias me estão fazendo bem.
As festas fizeram sua parte. Se queres saber algo do coração tenho muito que te contar mas prefiro esperar. Na devida altura te falo das alegrias que estou vivendo. Penso que meu coração foi fisgado por uma alma. Queria chamá-la de alma gêmea mas aprendi a não me precipitar no devido momento eu te conto das alegrias de estar apaixonado. Vou-te contar sim Cristina e não vai ter nada a ver com esse passado que nem acho que aceitou ir-se embora. Não tem nada a ver mesmo.
Mas vamos deixar isso para a devida altura já disse

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Voa Andorinha


Voa andorinha
Deixa essa terra, essa guerra
Deixa essa incerteza
E volta e ser feliz

Deixa essa vida insignificante
Esse medo do amanhã
E junte-se às nuvens brancas
Cheias de vida

Voa andorinha
E leva-me consigo

Nelson Levingston

sábado, 13 de dezembro de 2008

Feliz Natal Cristina


Cristina o Natal vai chegando.
E tenho já um presente para ti, está bem guardadinho no meu coração. As vezes penso que ele sempre esteve guardado, esperando só uma opurtunidade boa para entregá-lo.
De presente vou-te dar um adeus nesse natal porque não acho melhor presente para ti.
Se te deixar em paz é oque queres, sempre quiseste eu farei esse favor e mesmo com toda dor que esse adeus vai criar eu acredito no futuro que não sendo felizmente meu nem teu pode um dia nos supreender. Pode ser que assim você entenda finalmente a força desse amor que inventei para ti.
O mais doloroso vai ser te dar esse adeus mas nunca poder me apartar de si nem deixar que te apartes de mim. Essa coisa fica aqui na alma bem guardado e esforço nemnhum, distância nenhuma a desfaria.
Vão cair muitas chuvas, sempre caem por essas épocas. Vão lavar minha alma entristecida, vão encher as margens do zambeze de tristeza e novas esperanças mas deixaram você intacta no meu pensar. Queria ser como Tomanguito da Amélia Mudungazi que covarde apartou-se dela mas sei que diferente da Amélia tu Cristina nem te preocuparias, diferente dela não me escreverias.
Já sinto o cheiro do novo ano, trazendo novas vontades mas você fica toda velha em mim marcada indelevelmente.

Nelson Livingston